Páginas da vida $;

O Mundo gira ao teu rápido pestanejar de olhos, a cada pequeno pensamento que te passa pela cabeça, a cada silaba que prenuncias.
O Mundo evolui tal como todos nós, faz-nos crescer de tal maneira que a nossa maior preocupação deixa de ser a escolha da cor para pintar um desenho e passa a ser as pequenas grandes escolhas para o nosso prévio futuro.
Pensamos que conseguimos controlar tudo com as nossas frágeis mãos, mas, na verdade elas são apenas um pequeno auxilio para tudo aquilo que fazemos.
Olho para aquilo que fui, aquela inocente criança que era, mimada e bastante traquina, lembro-me de todos aqueles aniversários que me fez saber quantos membros tem a família e da alegria que sentia ao saber que se lembravam de mim.
Até que um dia reparei que me tinha tornado numa mulher, responsável que tivera passado a tomar todas as suas decisões da maneira como achava que era o correcto. E, para mim eu sempre fui a responsável por mim mesma.
Passados tantos anos olho para tudo aquilo que vivi e questiono-me:
- será que um dia voltarei a ser uma inocente criança?
Essa pergunta nunca teve resposta desde que a expressei ‘’ para o ar ‘’.
Será que também não haja ninguém que saiba? Ou por quererem que chegue lá sozinha?
De uma coisa eu tenho a certeza, um dia iremos todos pairar naqueles pequenos pedaços de algodão, brancos e que aparentemente parecem ser suaves.
Só não sei é se te voltarei a ver.
Não foi por um mero acaso que me deixas-te errar da maneira que errei, que me deixas-te cair naqueles que pareciam invisíveis obstáculos, não foi por um mero acaso que cresci de uma maneira que me pareceu a pior, mas foi propositadamente que me tornas-te numa grande mulher. Tal como tu sempre foste um grande homem.
Por mais longe que estejas a lua que contemplo todas as noites não é maior que o meu pulgar, por isso, faz-me acreditar que estás bem mais perto do que julgo.
Obrigada por tudo.

 

 
nunca serás esquecido, juro.